Eles podem ou não trabalhar no ramo da construção civil. Podem ou não erguer casas, prédios, fazendo as cidades crescerem, as pessoas se abrigarem, transitarem, realizarem as mais diversas atividades cotidianas. Tendo essa profissão ou não eles possuem uma missão maior: a de serem pais pra toda obra. A frase que estampou o painel na frente do qual pais e filhos tiraram fotos para eternizar mais uma homenagem pelo dia deles diz muito sobre o papel paterno na vida dos pequenos. Ser pai pra toda obra é ser apoio, suporte, alicerce, é criar as bases para que aquela vida se desenvolva, mas também é construir junto. Não se faz obra sozinho, assim como não se cria um filho sozinho. Pais, mães, avós, tios, toda a família precisa estar em sinergia entre si e com a escola para que a criança tenha plenas condições de unir cada tijolinho na construção do conhecimento. Pai é pra toda obra todos os dias, mas de 11 a 13 de agosto, os pais e aqueles ou aquelas que ocupam esse papel na vida dos alunos da Escola La Salle puderam entender que os filhos também são pra toda obra: eles sentem, reconhecem, amam, aprendem e ensinam nesse processo.
Douglas da Silva Figueiredo sabe bem disso. Pai da Izabele Romão Figueiredo, do Pré I A, Douglas tem crescido enquanto pai e pessoa diante de seu papel ativo na criação da filha. Izabele é descrita por ele como uma criança comunicativa e animada, que gosta de fazer amizades, é amistosa em sala de aula, altruísta. Seu principal desafio tem sido conseguir construir uma comunicação assertiva e sensível para instruir a pequena: “É preciso ter discernimento, fazer com que ela entenda o que é o certo ou não. Apesar de ser tão amiga de todos, mostrar que precisa ter a sua própria personalidade, fazer suas próprias escolhas, não se deixar levar pelo comportamento de quem está à sua volta. Desde que ela entrou na escola, tento ser um outro pai, entendendo as necessidades dela, a idade dela, e ao mesmo tempo pensando como eu devo falar: qual o semblante, qual a melhor forma de conversar. Outro dia, por exemplo, estávamos no ônibus e enquanto eu falava com a minha esposa pelo celular, ela começou a conversar com o passageiro do banco de trás. Então, busquei explicar que ela não pode fazer isso, mas de uma forma sem deixá-la com medo, é algo que sinto que falhava antes”.
Douglas é um pai pra toda obra que busca o equilíbrio para educar, inspirado naquele que recebeu o título de patrono dos educadores. Como aluno e colaborador da Rede La Salle (Douglas cursa Gestão Comercial e trabalha no setor Comercial do Unilasalle-RJ), ele sabe que precisa ter dentro de si a firmeza do pai, como dizia São João Batista de La Salle, mas também a ternura da mãe. A mesma ternura que o fez se emocionar diante da apresentação de Izabele ao som da música Esperando na Janela (Cogumelo Plutão): “Ela estava dançando, tentando fazer a coreografia, mas olhando pra mim, tímida. Me falou que ia dançar, mas segurando a surpresa. Vê-la cantar, acompanhar a música no ritmo, perceber como ela está evoluindo só pode ser resumido em uma palavra: mágica”.
Confira a mágica nas imagens abaixo e no Facebook da escola, em álbum que reúne todas as fotos do Dia dos Pais 2025.
Por Luiza Gould
Fotos de Adriana Torres, Julia Gonçalves e Marianna Lopes
Ascom Unilasalle-RJ