25/05/2022

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Dia das Mães na Escola La Salle

Dia das Mães na Escola La Salle

MÃE...São três letras apenas,

As desse nome bendito:

Três letrinhas, nada mais...

E nelas cabe o infinito

E palavra tão pequena

Confessam mesmo os ateus

És do tamanho do céu

E apenas menor que Deus!

Foi a partir dessas palavras, lidas pela coordenadora da escola, Maviane Lima, que lágrimas se misturaram a sorrisos e tomaram conta nos dias 5 e 6 de maio da Escola La Salle. Não poderia ser diferente, já que a plateia naquele momento era composta pelas mães dos alunos, prontas para assistir à apresentação especialmente preparada por conta do dia delas.

“Eu amo muito minha mamãe”, declarou Pietro Moraes, da Creche III A, após ter corrido para abraçar Bruna Moura, ao fim da dança. Com os olhos marejados, Bruna sintetizou o sentimento de gerar e guiar Pietro ao longo da vida: “Ser mãe é tudo, ele sou eu por inteira”. Nathalia Fiore, mãe do Bernardo, também da Creche III, usava o seu uniforme de trabalho. Ela veio direto do emprego para assistir à primeira apresentação do filho na escola por conta do Dia das Mães. “Ser mãe é tudo! É ser super-heroína, ser mãe em tempo integral mesmo não estando com ele o tempo todo, pois também precisamos trabalhar. É difícil, mas conseguimos fazer tudo. Esse momento de hoje aqui na escola é muito gratificante para mim, vejo o aprendizado dele”, constatou Nathalia.

Pietro e sua mamãe Bruna

A emoção tomou conta de Thaina Cruz, mãe do Arthur, do Pré II. Foi com a voz embargada que ela tentou explicar o significado do amor materno: “Ser mãe é uma mistura de sentimentos porque, apesar de ser o maior motivo de felicidade, é também cansativo. Eu acho que não tem palavras para explicar. O Arthur é minha vida”. Foi ali, diante da sua vida, que ela foi homenageada. Arthur cantou e dançou a música (....), deixando sua mamãe comovida: “O coração não aguenta uma homenagem dessa porque os filhos são os seres mais importantes para nós”.

Cada turma ensaiou um repertório. A Creche III A embarcou no ritmo do coração, a partir da escolha da música “Tum Tum!”. Na Creche III B, a trilha sonora foi “Como é grande o meu amor por você”, na versão da Rádio Bita. O Pré I A dançou ao som do violão tocado por Marcela Jardim na canção “Mãe”. Já o Pré I B reproduziu os versos de Pescadores Kids: “Mãe, hoje eu quero te dizer que o meu amor por você é do tamanho do céu, é do tamanho do mar...”. A turma do Pré II cantou a plenos pulmões “Meu Abrigo”, de Melim, e dançou em duplas, num dos shows mais animados deste Dia das Mães.  

Pré II em apresentação do dia das mães

Muitas mães tiveram a primeira oportunidade de assistir aos espetáculos. Outras, que já viveram esse dia mais de uma vez, guardam as lembranças por meio de fotografias e, ainda mais importante, na memória. É o caso de Amanda Fernandes: “Ao ver essa nova apresentação, fico grata porque são momentos como estes que levamos para o resto da vida”. Amanda é mãe de Maria Fernanda Matos, do Pré II. “Ser mãe é sorte e ser mãe da Maria Fernanda é amor”, resumiu.

Entre tantos medos, anseios e lutas, o amor de mãe parece ultrapassar os obstáculos recorrentes. “É complicado, às vezes, mas somos mães guerreiras, nós conseguimos”, afirma Thais da Conceição. Ao tentar definir a sua filha, Heloisa Ribeiro, do Pré II, em uma única palavra, Thais respondeu prontamente: “Tudo! Ser mãe é gratificante, apesar de ser complicado; é dar o melhor de nós mesmas todos os dias”.

E é também receber em troca todo o carinho. Heloisa declarou-se para a sua mãe ali mesmo, no refeitório. “Eu gosto muito da minha mãe porque ela é a minha mamãe e ela não é brava”, falou a menina, com o tom de voz singelo. 

Naquela semana, Thais foi abraçada, assim como outras 125 mães. Elas, que podem abraçar fisicamente seus filhos aqui na Terra; elas, que abraçam lá de cima; as mães que têm uma estrelinha no céu chamada “filho”; as que veem os filhos brilharem todos os dias em vida; as avós que também são mães; as mães que são profissionais; as que deixaram sua profissão para serem exclusivamente mães; as que sonharam em ser mãe; as que aprenderam a ser mãe; as que possuem distintos adjetivos e realidades... A todas elas fica a certeza de que o amor de nossos pequenos é tão imenso quanto o que elas sentem por eles.

Por Mariana Monteiro / Revisão: Luiza Gould

Fotos de Adriana Torres

Ascom Unilasalle-RJ

 

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