10/07/2018 - 15:15
O agronegócio do Vale “pede” mudanças

Estamos passando por uma crise generalizada que tem diversas razões e motivações. Agora ainda vivemos um histórico relativamente bom, por causa do trabalho realizado no passado e o momento ainda não é tão radical. Mas no futuro vai fazer diferença, a atitude que assumirmos nesse momento. Se não formos criativos e proativos, no futuro colheremos o que semearmos agora.  Nesse sentido, o agronegócio do Vale do Taquari requer atitudes em todos os níveis para gerir o seu desenvolvimento de forma a ser sustentável sob todos os aspectos, em médio e longo prazo.

Usar mais a cabeça e menos a força física na atividade do Agronegócio faz sentido em uma fase de desafios presentes. Momentos críticos nos remetem a buscar soluções. Nesse sentido, como o Brasil tem, 84,4% da população vivendo em áreas urbanas e 15,6%, em zonas rurais (Censo, 2010), chama-se atenção para a importância de que esses em torno de 15% da população do campo, venha a estudar além do ensino médio cursar o ensino formal, técnico e superior. Focando parte de sua energia no conhecimento e em rede de relacionamento que lhe agregue e sirva como ajuda mútua. Dessa forma, despertando liderança para si mesmo e seu entorno. Não se deve ter expectativas só nas autoridades, mas importante cada um fazer a sua parte.

O Vale do Taquari se destaca pela industrialização de alimentos que agrega valor, o que é muito importante. Por estar concentrado em frangos, suínos e leite o Vale tem se especializado de certa forma, o que também é positivo.  Por outro lado, essa especialização, tem limitado o empreendedorismo e temos “exportado empregos” através de algumas commodities  ou mesmo matéria-prima e produtos que são transformados, ou seja, industrializados novamente, em outros países. Importante ter maior diversificação de produtos para estar menos sujeito às barreiras comerciais como ocorre atualmente.

 O Vale tem uma população considerável e, por conseguinte todos consumidores. Há potencial para novos empreendimentos buscando contemplar nichos de mercado, pequenas agroindústrias, produtos diferenciados, entre outros. O entusiasmo, o exemplo, o esforço, a motivação, a ajuda mútua, sempre funcionam, inclusive na família, na sala de aula e na liderança em geral. Vamos nos abrir para novas possibilidades, mudanças serão bem-vindas e preservam o que se construiu até aqui, o Vale do Taquari merece!

 

Rosemarí Driemeier Kreimeier

Engenheira Agrônoma

Professora do Curso de Agronegócio da Faculdade La Salle

 



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